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de 18/01 a 02/02

sábados e domingos

 

QUEM Somos

Do latim, conatus é esforço; impulso, inclinação, tendência; cometimento.

O termo Conatus carrega em sua história alguns conceitos, normalmente ligados à Física e a Filosofia. Adotaremos o conceito do filósofo Bento de Espinosa, que do latim afirma nas proposições do seu livro Ética (Prop. 6 e 7, Terceira Parte): "Cada coisa esforça-se, tanto quanto está em si, por perseverar em seu ser" e "O esforço pelo qual cada coisa se esforça por perseverar em seu ser nada mais é do que sua essência atual".

 

Para nós, Conatus tem a ver com o desejo, com o esforço de perseverar, o desejo de estar vivo e integrado à natureza. É uma força, que nos atravessa apesar de nós e tem como direção a preservação da vida. O desejo é a linha que costura a vida à natureza.

 

Estimuladas pelos modos de construção do justo, passamos a pensar também em um modo de estar no mundo, como co-criadoras dele, neste tempo, no agora.  Como desenvolver projetos a serviço desse propósito? Todas as ações, os programas, os nossos serviços, estão aliados a um propósito, a ética da vida, que abarca a natureza humana a partir da sua essência.

Nosso trabalho se dá na força dos encontros!

ÁREAS DE ATUAÇÃO

Relações Institucionais | Gênero e violência | Educação | Infância e Juventude | Gestores | Segurança Pública | Sistema Prisional

O QUE FAZEMOS
PROGRAMAS

Justiça Restaurativa │Filosofia Prática

"o direito natural da natureza inteira e, consequentemente, 

de cada indivíduo, se estende até onde vai sua potência e, portanto, tudo

o que um homem faz segundo as leis de sua própria natureza, ele o

faz em virtude de um direito soberano da natureza, e ele tem tanto direito sobre a

natureza quanto tem de potência"

Espinosa, Tratado Político, cap. II, parágrafos 3 e 4)

A Justiça Restaurativa propõe um novo paradigma ético que sustenta a construção do justo pautada nas necessidades humanas, ou seja, na "verdade" mais genuína e honesta que constitui cada sujeito. Mas sendo sujeito a tudo o que está a sua volta, incorpora verdades pautadas em crenças ilusórias que sustentam verdades de época e são assim, marcas constituintes de sua subjetividade.

A Filosofia Prática tem a ver com a ética da vida e a ética da vida tem a ver com  tudo o que vive e luta para existir, não só como um corpo finito, mas como um ser.

Com esse pano de fundo, praticar a filosofia é cotidianamente tentar perceber de que maneira atuo em favor do existir, neste mundo, neste tempo.

A Justiça Restaurativa é antes de tudo um exercício filosófico que busca refletir tais crenças, mais do que uma metodologia prática, marcada por arranjos técnicos ou manejos, traz consigo a ampliação do conhecimento sobre si e sobre os outros, sobre as dores e sofrimentos promovidos pelo encontro e seus afetos desdobrados.

Propõe a construção do justo pela ética da vida e aliada à Filosofia Prática trabalha na construção do justo tendo como base o respeito de que toda natureza é.  Poder existir na presença do outro, sabendo que sempre nos afetamos no encontro. Poder cuidar dos efeitos dos nossos afetos é o que de mais justo podemos construir na experiência humana.

Cuidar de si na presença do outro: uma estratégia política.

 

“Ocupar-se consigo não é pois,

uma simples preparação momentânea para a vida;

é uma forma de vida”.

Foucault, Hermenêutica do Sujeito.

 

Dedicamos à nós mesmos aquilo que desejamos aos outros? Perdemos a presença diante do adestramento dos corpos, da captura do desejo produzindo uma vida posta à ter um emprego produtor de capital. Como a partir dos nossos corpos, podemos reivindicar o direito ao gozo, ao prazer?

Tomamos emprestadas as reflexões do filósofo sul coreano Byung-Chul Han sobre a “sociedade do cansaço” em que traz como característica atual do capitalismo não ser mais necessário um opressor externo, já que constrói dentro de cada um de nós o nosso próprio tirano que nos exige cada vez mais.

O filósofo estabelece uma linha de reflexão crítica próxima às de Foucault e Deleuze das quais se destaca a fabricação de uma subjetividade capturada e marcada pelo desejo neurótico da falta.

Em nossa prática cotidiana temos assistido pessoas, enfrentando pesadas rotinas, desenvolvendo doenças, lidando com a sensação constante de estarem prestes a falhar, dedicando menos tempo àquilo que lhes é prazeroso: tempo de convívio com seus familiares, parceiros e amigos, passeios, poesia, raios de sol ou banho de mar, pessoas cuja alegria foi subtraída, reduzida à uma espécie de paranoia produtiva.

No trabalho voltado aos modos de construção do justo nos parece que o conceito do cuidar de si é mais atual do que nunca e neste sentido resistir, encontrar contornos e aprender a dizer “não”, relaciona-se com a capacidade de ser sujeito ativo, que podendo reconhecer-se parte de um sistema político, social e econômico, sinta-se capaz de transforma-se, transformando-o.

Como compor um modo de vida potente? A potência de promover encontros, de afetar e sermos afetadas de inúmeras maneiras é o que mais desejamos (Conatus). 

Neste programa propomos uma série de ações que podem nos levar a aprender novos modos de ouvir, falar, pensar, sentir e fazer...buscar o que se compõe com a nossa natureza, o que nos torna potentes.

NÚCLEO  DE PESQUISA E ACOMPANHAMENTO

O núcleo funciona como um espaço de encontros, trocas, reflexão e produção de conhecimentos acerca da JR, ampliando-se a investigar novas formas de convivência, reinvenção dos modos de se relacionar e de fortalecer laços que ampliem nossas potências.

Ações do Núcleo:

  • acompanha pessoas e suas histórias, facilitando de maneira direta ou indireta, situações conflituosas, de violações de direitos e violências, seja de interesse individual ou coletivos. Exemplos: conflitos escolares, familiares, convivência conflitiva em ambientes de trabalho, etc.

  • Assessoria em planejamento e implementação das práticas restaurativas em instituições e comunidades.

  • Promove acompanhamento e orientação de Facilitadores em práticas restaurativas, favorecendo um processo contínuo de reflexão sobre sua própria postura ético-política que envolve a análise de sua atuação e das relações estabelecidas em nível pessoal,  coletivo e também institucional.

  • Elaboração e publicação de materiais relacionados aos mais diversos temas refletidos pelo núcleo de pesquisa.

 
 
 
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