QUEM SOMOS

Do latim, conatus é esforço; impulso, tendência; cometimento. Este termo carrega na história de seu uso, conceitos ligados à Física e a Filosofia e é na obra de Bento de Espinosa onde encontramos nosso ecos: “Cada coisa esforça-se, tanto quanto está em si, por preservar em seu ser”. - Ética III, proposição 6. 

Para nós, conatus tem a ver com o desejo, com o esforço de perseverar, de estarmos vivos e integrados à natureza. É uma força, que nos atravessa, apesar de nós, e tem como direção a preservação da vida. O desejo é a linha que costura a vida à natureza.

Estimuladas à investigar modos de construção do justo, investimos no pensamento crítico e criativo, na multiplicação dos pontos de vistas e na descentralização do conhecimento, promovendo ações com foco na afirmação da diferença, refletindo sobre estarmos no mundo, como co-criadoras dele, neste tempo, no agora. 

Todos os programas e ações estão aliados à um propósito: a ética da vida, que abarca a natureza humana a partir da sua essência.

 

Nosso trabalho se dá na força dos encontros!

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HISTÓRIA

O trabalho da Conatus se dá na força dos encontros e é assim que essa história começa, na força do encontro de Fernanda e Heloísa que partilham visões, pensamentos e práticas interessadas pela vida e na afirmação das existências possíveis. 

São muitos os fios nas tramas que as entrelaçam, mas talvez o tema liberdade, tenha sido o fio condutor ao trabalho que agora realizam. Críticas à qualquer forma de opressão e dominação da vida, traçam caminhos cruzados com a multiplicidade do pensamento afirmativo da diferença, tentam escapar à servidão dos modelos, referências e identidades, produzem a vida. 

Heloísa formou-se em Ciências Sociais, corajosa à livre discussão de ideias interessou-se desde logo por filosofia e política. Na arte encontrou pares, talvez por ser mais sagaz do que muitas teoria, produz respostas mais humanas e radicais… Dedicou-se a pesquisar o teatro de Artaud; envolve-se com cinema, pesquisa, produz, aprende, interessa-se pelo tema da justiça criminal sob uma perspectiva abolicionista; compõe músicas ao violão. Artista no encontro, produz alegria. 

Fernanda desde cedo inclinou-se à tudo que escapa à norma: os loucos, fracassados, frágeis sábios que conhecem a angústia da vida, lhe interessam! Animada à filosofia escapou do olhar psicológico despido da indiferença com que se mascarou a Psicologia, através das lentes da ciência. Descobre-se a si enquanto reflete sobre subjetividade e dinâmicas sociais. 

Em trajetórias paralelas seguiram no mesmo sentido, encontram a Justiça Restaurativa, buscando em suas abordagens e práticas, modos de compreender e  transformar o sofrimento produzido pelas injustiças fruto das fronteiras físicas, econômicas, políticas, sociais e culturais que nos impomos. 

No centro de sua pesquisa tomam a filosofia de Bento de Espinosa, filósofo-artesão, trabalhou e re-trabalhou pensamentos e sentimentos. Nise da Silveira em seu livro Cartas a Spinoza (1995) considera que seu ofício de polir lentes com as próprias mãos tenha tornado-o transparente, num profundo e sofrido trabalho interior; relação estreita entre pensamento e corpo (suas mãos). 

Espinosa não reduz ao ser ou à experiência individual sua obra, mas o coloca como o começo fundamental da política que a alimenta de natureza. Elas, passeiam em sua obra, sobretudo na maneira de pensar que a organiza, e encontram  estímulo para a investigação sobre os modos de construção do justo, passando por averiguar da natureza (ou ser) do direito dentro de uma filosofia da natureza, exigindo ainda sua aplicação ao interesse maior do filosofar, o homem, de maneira prática - filosofia prática - e porque não, cotidiana. 

 

idealizadoras

Fernanda Laender 


Formou-se em Psicologia em 2005 e desde então dedica-se à trabalhos com ênfase em subjetividade e dinâmicas sociais. Atuou como gestora no Programa Municipal Presença Social nas Ruas no município de São Paulo, em parceria com Organizações Sociais, acompanhando trabalho de Educadores Sociais junto à população de rua.

Foi gestora do NPJ - Núcleo de Proteção Jurídico, Apoio Psicológico e Social em parceria com o CREAS de Vila Mariana, em SP. Foi coordenadora do CRAVI (Centro de Referência e Apoio à Vitimas), nas unidades Itaquaquecetuba, Guarulhos e CIC Feitiço da Vila, programa da Secretaria de Justiça e Cidadania do Governo de São Paulo, entre os anos de 2013 à 2015.

Trabalhou no CDHEP – Centro de Direitos Humanos e Educação Popular de Campo Limpo e há 9 anos foca suas ações no desenvolvimento de projetos de Justiça Restaurativa.

Entre os anos de 2014 à 2018 presidiu o Instituto Pilar, uma organização sem fins lucrativos que atua em prol da transformação social com desenvolvimento e execução de projetos voltados à Garantia dos Direitos Humanos e a superação das mais diversas formas de violência.

Atua como facilitadora em processos restaurativos e circulares formada pela Kay Pranis, desenvolve formações e supervisões nesta área. Compôs o DESABOTOAR Núcleo Comunitário de Justiça Restaurativa e é idealizadora da Mora Mundo, espaço de difusão de ações socioculturais e educativas. 

Atualmente é professora convidada da EPM – Escola Paulista da Magistratura – Tribunal de Justiça de São Paulo em articulação com a Coordenadoria de Infância e Juventude.

Heloisa Bonfanti 

Formou-se em Ciências Sociais pela PUC-SP em 2006 e cursou mestrado em Filosofia na Universidade Nova de Lisboa. Trabalhou durante 10 anos com projetos culturais, principalmente na área do audiovisual. Em 2012, integrou a equipe de direção e pesquisa do documentário Sem Pena, sobre o sistema de justiça criminal brasileiro. Entre 2013 e 2015 coordenou a equipe de Programas e Projetos do Sistema Municipal de Bibliotecas do Município de São Paulo e integrou as comissões de curadoria de artes cênicas, literatura e programação infantil do Circuito Municipal de Cultura de São Paulo. 

Em 2017 fundou a Casa de Baixo, espaço de produção e experimentação para o pensamento e a arte. Em 2018 integrou a equipe de voluntárias do projeto #Maeslivres do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa), na penitenciária de Pirajuí no interior de São Paulo e  entre 2018 e 2019 fez parte da gestão de projetos de empreendedorismo no sistema prisional do Instituto Humanitas 360°, em unidades prisionais de Tremembé/SP. 

 
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