CORPO COLETIVO

Meu nome é Denise, mas todos me chamam de Dê. Navego por essa vida em busca de autoconhecimento e reflexões sobre estar no mundo. Fiz Direito e Finanças, trabalhei em bancos e empresas, viajei sozinha muitas vezes, conheci gente e ouvi histórias... Nos últimos anos tenho dedicado meus estudos à psicanálise Junguiana e à Justiça Restaurativa. É incrível poder escutar o que afeta cada ser humano, isso me conecta com as minhas histórias e emoções, me deixando mais potente para viver a realidade. Descubro mais sobre mim mesma, dores e sofrimentos são compreendidos, alegria e entusiasmo ficam mais constantes em meu cotidiano, me sintonizo com a natureza. Ah, que beleza é viver! E, com o intuito de proporcionar essa potência de viver aos demais seres humanos, escolhi participar do Núcleo Comunitário, com pessoas lindas e que também me ensinam muito!

Denise

Paula

 

Formou-se em História - Licenciatura em 2010 e atualmente cursa graduação em Serviço Social. Trabalha há 07 anos na Secretária de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo. É integrante da equipe de voluntários do projeto “Quero Saber” oferecido pela ONG Instituto Uno. Teve contato pela primeira vez com Justiça Restaurativa em 2018, através de um curso introdutório oferecido pela Conatus. Posteriormente ingressou na formação de Facilitadores em Justiça Restaurativa e Filosofia Prática também oferecido pela Conatus,  tornando-se membro do Núcleo Comunitário e atuando como Facilitadora em processos circulares.

Como documentarista e artista-educadora o que mais me instiga são os encontros, a possibilidade e o privilégio de me sentar com pessoas e ser afetada por tantas contações de histórias. Durante todos esses anos, mesmo que marcados pela plasticidade de um set de filmagem construído com horizontalidade e abertura, me senti como num encontro repleto de momentos profundos. Ao longo da minha trajetória percebi o quanto o personagem se sente bem ao contar suas histórias e que, ao se escutar, escutar sua própria voz, se surpreende consigo mesmo percebendo o quanto aquele determinado fato de sua vida o afetou.

Esse exercício de contar histórias se apresentou muitas vezes como um elemento de cura, tanto para o personagem do filme, quanto para quem o escutava dentro do set. Como cineasta nunca pude agradecer o suficiente a esses personagens reais pelos seus relatos, e um desejo de estar mais perto dessas histórias, naturalmente me levou à justiça restaurativa e às práticas circulares. Ali, é claro, sem o ruído da câmera.

Sentada em círculo, me sinto mais aberta, menos restrita a minha própria lente e jeito de enxergar a vida, é onde eu reitero meu amor pelo ser humano e por mim mesma. Nos possibilita, com sua dinâmica e estrutura, a nos despirmos de muitas coisas que nos atrapalham no convívio com outras pessoas e com nós mesmos. Há algo de muito belo em se ouvir. Me surpreendi muitas vezes comigo mesma, nas rodadas de contação de histórias com o que saiu da minha boca e gostei mais de mim, me aproximei mais de mim e do outro. É bonita a vulnerabilidade, e tão bem aceita dentro de um círculo.

A Justiça Restaurativa através de suas práticas, também contribui para cessar o medo pela alteridade, do não EU. É um modo de estar no mundo e certamente uma quebra de paradigma. Dentro de um contexto mundial em que a justiça punitiva agoniza e fracassa, o circulo é a única saída para cuidarmos uns dos outros. É a arte de estar junto!

Masi

Olá!
Sou Claudia, mãe de três filhos, esposa, amante, amiga, tia, irmã, sogra, avó e eternizei-me filha em meu coração...
Sou um tanto "disso" e  cada pouco de tudo isso me tornou o ser humano que sou nesse tempo e na mulher que estou no agora. Sou um ser inquieto e insatisfeito, sempre querendo mais de tudo e sempre querendo mudar as coisas de lugar. 
Iniciei meu projeto de vida  adulta juntamente com o meu papel de mãe aos 19 anos e escolhi um caminho. Na minha época se escolhia a profissão pra vida toda. E com meu pai aprendi que mulher  tem que trabalhar, não por ele ter sido feminista e sim porque dizia que eu teria problemas em obediência e o lugar de mulher "direita" era dentro de casa... pois bem, sou de esquerda desde então, trabalhei muito para me manter fora de casa. 
Trinta anos trabalhando no Sistema Penitenciário Feminino Paulista. Nessa trajetória, muita  GRATIDÃO a Deus que cuidou de mim como a meninas dos seus olhos.
Apesar de estudar por 3 anos Direito, mudei de curso e me formei em Sociologia e Politica, pela Fespsp e  atualmente me dedico a Psicanálise, a Justiça  Restaurativa como Filosofia Prática e criei um programa dentro da SAP - Secretaria da Administração Penitenciária de atendimento de Life Coach para funcionários: "Um Passo para o Agora". Por 8 anos fui docente de Valorização Humana e Ética e oficineira de Teatro do Oprimido no curso de formação de agentes penitenciários.
Ao longo desses anos guardei histórias, mas percebi que quando as contava, humanizava as pessoas em condição de prisão e humanizava as pessoas em condição de trabalho e quando as ouvia, algo se humanizava em mim. E que todos esses encontros, as vezes somente em virtude do trabalho, me trouxeram afetos e muitas  transformações.

Apesar da espinhosa profissão, muitas vezes contraditória  à  minha essência e a minha sombra _ quais hoje tenho conhecimento de ambas _ posso dizer que não sucumbi à desesperança no ser humano, ao contrário, acredito na potência das pessoas e dos encontros e por essa razão, creio eu,  que consegui me experimentar, vivenciar, alargar minhas estacas, aprofundar as percepções e transformá-las em experiências. Afrontar meus medos e assim enxergar no outro as emoções que me atravessavam, recontar suas histórias, me reinventar,  enxergar a terceira margem fazendo desaparecer os lados. Não há lados. Como diz Milton Nascimento "é  a vida desse meu lugar"
Me vi em constantes  movimentos, buscando o autoconhecimento, algumas vezes me estranhei feito um rio de Heráclito _nunca a mesma_ e outras vezes me reconheci rio de Guimarães Rosa. Não há pesares e nem deformações, não há sobras e desperdícios. E sim águas caudalosas, algumas vezes turvas e torrenciais e outras calmas e cristalinas.
Como disse,  ainda há caminhos a prosseguir e mais encontros por vir. Mas esse rio...essas águas... "Essas águas que não param, de longas beiras, e eu rio, rio abaixo, rio a dentro, rio a fora _  o rio."

Cláudia 

Me formei em Relações Internacionais e atuo neste mercado desde 2010.
Sou capacitada em Justiça Restaurativa pela Conatus, que foi um grande divisor de águas para a minha carreira. Complementarmente tenho capacitação em gestão de conflitos pela Harvard Review, negociação internacional pela USP e mediação pelo CNJ. 
Tenho escrito diversos artigos sobre os mais diferentes conflitos nacionais e metodologias de resolução de conflitos, inclusive Brumadinho. Dando vasão a uma grande curiosidade e questionamentos à respeito do justo.  
Sou membro do Núcleo e gerenciei a operação da ONG Abraham Path, no Brasil. Uma plataforma de aproximação dos povos e desenvolvimento econômico na região do Oriente Médio.

TALITA

DANIEL

Atualmente sou Daniel, homem cis, latino, corintiano, músico, gamer, umbudista, amante de exatas e graduado em humanas, proletário e pertencente ao famigerado signo de serpentário.

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